Defesa em Autuação Fiscal
Antes de negociar, verifique o que pode ser anulado: débito com vício não se transaciona, se derruba.
Saiba mais →Desde a Lei 13.988/2020, a dívida ativa deixou de ser tudo ou nada. A transação tributária permite desconto sobre juros e multa, prazo alongado, entrada reduzida e recuperação da certidão de regularidade. Mas negociar sem estratégia significa confessar dívida que talvez pudesse ser anulada.
Transação e parcelamento implicam confissão da dívida. Empresa que joga o passivo inteiro na negociação confessa também os débitos prescritos, os lançamentos com vício e as multas que seriam reduzidas em defesa. A ordem certa é: primeiro separar o que pode ser derrubado, depois negociar apenas o que é efetivamente devido. Fazer o contrário é pagar, com desconto, o que não se devia pagar de jeito nenhum.
A transação tributária, instituída pela Lei 13.988/2020, é a negociação formal da dívida entre contribuinte e Fisco. Diferente do parcelamento comum (que apenas divide o valor cheio), a transação pode incluir desconto sobre juros, multa e encargos, prazo alongado, entrada reduzida e, em modalidades específicas, uso de prejuízo fiscal.
As condições dependem da capacidade de pagamento do devedor e da classificação da dívida (quanto menos recuperável o Fisco considera o crédito, maior o desconto possível). Na regra geral federal, o desconto chega a 50% com até 84 meses; para pessoa física, ME e EPP, chega a 70% com até 145 meses. Estados e municípios vêm criando programas próprios na mesma lógica, e a PGFN publica editais periódicos com condições específicas por perfil de dívida.
O passivo fiscal de uma empresa nunca é um bloco homogêneo. Tratá-lo como um só é o erro que mais custa dinheiro.
Procure análise imediatamente se a sua empresa: perdeu a CND e tem licitação, financiamento ou contrato dependendo dela; foi citada em execução fiscal ou já sofreu penhora de conta; recebeu aviso de inscrição em dívida ativa; acumulou parcelamentos rescindidos (cada rescisão piora as condições futuras); tem sócios sendo cobrados pessoalmente; ou está avaliando recuperação judicial, cenário em que a regularização fiscal tem regras e oportunidades próprias.
E um lembrete de contexto: com a reforma tributária em transição e o split payment antecipando o desembolso do tributo a partir de 2027, carregar passivo fiscal caro para os próximos anos é duplamente arriscado. O momento de limpar o balanço é antes do aperto de giro, não durante.
Descreva a situação fiscal da sua empresa (valor aproximado, esfera, se há execução) e receba um panorama preliminar das modalidades de negociação e defesa possíveis. Sem compromisso.
Prefere falar diretamente? WhatsApp ↗
Fazemos sem custo o raio-X do passivo fiscal da sua empresa: o que pode ser anulado, o que se negocia com desconto e qual parcela cabe no seu caixa. Antes de aderir a qualquer edital, saiba o que você está confessando.
Solicitar Análise do Passivo