Consulta gratuita · Atuação em todo o Brasil · 40 anos de experiência
Direito Digital · Crimes Contra a Honra

Difamado
na internet?
Isso tem preço.

Comentários ofensivos, acusações falsas, ataques coordenados? Liberdade de expressão não é carta branca para destruir reputações. Você tem direito a remoção do conteúdo + indenização por danos morais — e o número de seguidores do ofensor conta.

Jurisprudência 2024/2025
R$ 2 a 30 mil+
Valores variam conforme o alcance da ofensa. Influenciador com 438 mil seguidores foi condenado a R$ 20.000 por atacar criadora de 66 mil.
Crítica factual = permitida. Juízo depreciativo = indenizável
Alto alcance do ofensor agrava o dano
Pessoa jurídica também tem honra objetiva (Súmula 227/STJ)
Quem compartilha pode responder sólidariamente
Plataforma responde se ignorar notificação de remoção
!

Liberdade de expressão não é absoluta

O art. 5º, IV e X da Constituição garante a liberdade de expressão, mas também protege a honra, imagem e privacidade. Quando há colisão, a Justiça resolve pelo direito de resposta, retificação ou indenização por danos morais. Xingamentos, acusações falsas e linguagem de baixo calão passam do limite — mesmo contra pessoas públicas.

Calúnia, Difamação ou Injúria?

A lei diferencia três tipos de ofensa à honra. Mesmo que não configure crime (esfera penal), toda exposição que cause dano gera indenização na esfera civil.

A responsabilidade civil é subjetiva: você prova a conduta, o dano e o nexo causal. Mas para influenciadores e pessoas que usam as redes comercialmente, pode-se admitir responsabilidade objetiva com base na teoria do risco da atividade.

01
Calúnia
Imputar falsamente um crime: "roubou dinheiro", "fraudou clientes", "sonegou impostos". Se a acusação de crime for falsa, é calúnia — a mais grave das três.
02
Difamação
Atribuir fato ofensivo à reputação: "não paga suas contas", "trapaceia clientes", "vende produto falsificado". Atinge a honra objetiva — como os outros te veem.
03
Injúria
Ofender a dignidade diretamente: "idiota", "incompetente", "lixo". Não precisa de fato específico — basta o xingamento que atinge a honra subjetiva.
04
Crítica vs. Ofensa
Crítica factual e fundamentada = permitida, mesmo que negativa. Juízo de valor com expressões que denigrem, xingamentos ou acusações falsas = indenizável.
05
Pessoa Pública
Influenciadores e figuras públicas estão mais expostos a críticas. Mas linguagem de baixo calão e cunho sexual violam mesmo quem é famoso.
06
Empresa Difamada
Pessoa jurídica também tem honra objetiva (Súmula 227/STJ). Loja difamada, produto caluniado — tudo gera indenização + lucros cessantes.
Caso Paradigmático: Influenciador Condenado a R$ 20.000

Em agosto de 2024, o TJDFT condenou um influenciador digital com 438 mil seguidores a pagar R$ 20.000 de danos morais por atacar uma professora de educação física com 66 mil seguidores.

O que aconteceu: O influenciador repostou um vídeo da professora com críticas depreciativas e desrespeitosas que geraram 271 mil visualizações.

A defesa alegou: Que os comentários eram "técnicos" e faziam parte do debate sobre educação física.

O juiz rejeitou: Ficou evidenciado que o objetivo era uma estratégia de marketing para promover o próprio curso pago às custas da imagem alheia. O influenciador usou a professora como "bode expiatório" para gerar engajamento.

Condenação: R$ 20.000 de danos morais + tutela de urgência para retirada do vídeo + proibição de novas postagens ofensivas.

Quem Pode Ser Processado

Numa ação de cyberbullying ou difamação online, existem até três réus possíveis — cada um com sua base legal.

1
!
O Autor da Postagem
Responsabilidade subjetiva (arts. 186 e 927 do CC). É o réu principal. Ao postar o comentário ofensivo, ele se torna responsável principal e imediato pelas consequências.
2
§
Quem Compartilhou
Quem reposta ou compartilha conteúdo ofensivo pode responder sólidariamente com o autor original. A replicação amplia o dano — e a responsabilidade.
3
$
A Plataforma
Para calúnia, difamação e injúria entre pessoas, a plataforma responde se descumprir ordem judicial de remoção. Exceção: conteúdo impulsionado por anúncio pago = responsabilidade presumida.
§
STF · Temas 533 e 987 · Jun/2025
A Regra Específica para Crimes Contra a Honra
A decisão do STF de junho/2025 trouxe uma regra específica para calúnia, difamação e injúria entre pessoas:

Regra geral: Para esses crimes contra a honra entre pessoas privadas, ainda vale o art. 19 do Marco Civil — a plataforma só responde se descumprir ordem judicial de remoção.

Exceção 1: Se o conteúdo difamatório for impulsionado por anúncio pago, a responsabilidade da plataforma é presumida, sem precisar de ordem judicial.

Exceção 2: Se o ataque for feito por bot ou rede artificial, a plataforma também responde diretamente.

Na prática: A ação é prioritariamente contra o autor da postagem. A plataforma entra como ré quando há impulsionamento pago, bots, ou descumprimento de ordem judicial.

Você se Identifica com Alguma?

Influenciador atacando seu trabalho Perfil grande usando seu conteúdo para gerar engajamento com críticas depreciativas. Estratégia comercial às custas da sua imagem.
Acusação falsa de crime "Roubou", "fraudou", "sonegou" — calúnia que destrói reputação profissional. Mesmo sem provas, o estrago já está feito.
Xingamentos públicos Comentários com linguagem de baixo calão, insultos, ofensas à dignidade. Não precisa de acusação específica — injúria já é suficiente.
Sua empresa sendo difamada "Produto falsificado", "atendimento horrível", "golpistas" — pessoa jurídica também tem honra objetiva. Súmula 227/STJ.
Conversa privada de WhatsApp exposta Divulgação de conversa privada sem autorização = quebra de confidencialidade + violação à privacidade + indenização.
Ataques coordenados / linchamento virtual Várias pessoas atacando ao mesmo tempo, onda de comentários ofensivos. Cada um pode responder individualmente.
!
Comentários com baixo engajamento Ausência de curtidas ou baixo alcance não exclui o dano. É impossível controlar o alcance de conteúdo em redes sociais.
!
Ofensor apagou o post Se você tem prints, a ação continua válida. O dano já foi causado — apagar não exime a responsabilidade.
Valores de Indenização por Perfil

A jurisprudência brasileira tem consolidado valores conforme o perfil da vítima e o alcance da ofensa:

Pessoa comum — comentários ofensivos isolados: R$ 2.000 a R$ 5.000. Agravantes: reiteração, ameaças físicas.

Profissional liberal / influenciador — difamação em canal grande: R$ 10.000 a R$ 20.000. Agravantes: alto alcance, impacto profissional documentado, uso comercial pelo ofensor.

Empresa / loja virtual — calúnia sobre produto ou serviço: R$ 5.000 a R$ 30.000 + lucros cessantes. Agravantes: perda de clientes documentada, queda de faturamento.

O diferencial: O número de seguidores do ofensor é tão ou mais importante do que o dano sofrido. Influenciador com 400 mil seguidores que ataca criador de 60 mil causou dano desproporcional — a Justiça considera isso.

Provas que Você Precisa Reunir

A prova correta faz toda a diferença no valor da indenização. O advogado que sabe documentar o alcance real da postagem aumenta substancialmente o quantum.

O que guardar:
Prints com data, hora e URL: Essencial para provar a autoria e a data da postagem.
Ata notarial do cartório: A prova mais robusta. O tabelião certifica que o conteúdo existia naquela data.
Número de seguidores do ofensor: Print mostrando o alcance potencial do ataque.
Visualizações e engajamento: Curtidas, comentários, compartilhamentos da postagem ofensiva.
Repercussão em outros perfis: Se o ataque foi replicado, documente cada réplica.
Impacto profissional: Perda de seguidores, cancelamento de contratos, queda de vendas.
Laudos médicos/psicológicos: Se você desenvolveu ansiedade ou depressão por causa dos ataques.

Dica: Faça os prints antes que o ofensor apague. A ata notarial é a prova perfeita se ele negar.

Como Funciona

Passo a Passo da Ação

Passo 01
Análise do Caso
Verificamos se a postagem configura calúnia, difamação ou injúria. Avaliamos o alcance do ofensor, o impacto na sua vida e o valor potencial da indenização.
Passo 02
Documentação
Reunimos prints, ata notarial, dados de alcance e engajamento. Quanto mais documentado o impacto, maior a indenização.
Passo 03
Medidas Urgentes
Pedimos tutela de urgência para remoção imediata do conteúdo + proibição de novas postagens ofensivas + multa diária por descumprimento.
Passo 04
Indenização
Movemos ação de danos morais contra o autor (e contra a plataforma, se aplicável). Valores de R$ 2.000 a R$ 30.000+ conforme o perfil e o alcance.
Casos Reais

Histórias de Vitória

R$ 20.000
"
Sou professora de educação física e um influenciador de 438 mil seguidores usou meu vídeo para me atacar públicamente — tudo para promover o curso dele. 271 mil visualizações. A Justiça entendeu e condenou.
P
Professora de Ed. Física
Brasília · Ago/2024
R$ 10.000
"
Minha loja virtual foi acusada de vender produto falsificado por um concorrente. Perdemos clientes, nosso faturamento caiu 30%. A indenização cobriu parte do prejuízo e a postagem foi removida.
E
E-commerce de Moda
São Paulo · 2024
Remoção + R$ 5.000
"
Meu ex expôs conversas privadas do WhatsApp em grupo de amigos para me humilhar. Conseguimos tutela de urgência para remoção imediata e indenização por quebra de confidencialidade.
C
Carolina M.
Campinas · 2025
Assistente jurídico online

Descubra agora
se você tem direito

Responda algumas perguntas ao nosso assistente e receba uma análise do seu caso com estimativa de honorários — em minutos. Sem compromisso.

Análise personalizada do seu caso
Estimativa de honorários transparente
Disponível 24h, sem fila de espera
Consultar Assistente Virtual

Prefere falar diretamente? WhatsApp ↗

Consulta Gratuita

Foi difamado
na internet?

Sua reputação é seu patrimônio — e destruí-la tem preço. Analisamos seu caso gratuitamente e orientamos sobre as medidas cabíveis. Quanto antes agir, mais fácil documentar o alcance da ofensa e maximizar a indenização.

Falar com Advogado Agora
Resposta em até 2 horas · Tutela de urgência para remoção imediata